Incomodado estou,faço de tudo pra poder saber quem sou
Acontecem coisas na madrugada,olhos abertos e não os fecho pra mais nada
Momento em que toda hora deveria ser,silencio lindo cantando para me adormecer
Eu me levanto do sofá da sala de estar,o abandono,aconchego nenhum mais alí há
Tomo um xicara de café pra esquentar meu corpo frio,pra ver se enxe a fome que alimenta meu vazio
Apenas eu e o mundo,roncos de idosos perdidos num sono profundo
Eu vejo o terraço,vejo alí o meu espaço,do sol me faço a companhia,testemunha do nascer de mais um dia
Acorda pai,avó,mãe e menina,então tudo se torna a mesma rotina
Eu saio de casa procurando uma boa presença,Encontro amigos verdadeiros,até os falsos em maioria que não fazem a mínima diferença
Sempre à procura de se gabar com aquilo que possui,Se entregue ao que é material e sua mente diminui
Sempre procurando marcas pra lhes rotularem,Humilha,rebaixa,e dirá "Oi" na próxima vez que se encontrarem
Mas é sempre assim,cada um inventa seu fim,sempre procura um modo em vão,talvez nem saibam o que é amar,nem saibam o que é paixão
Não vou mentir que já caí nessa ilusão...À partir das 6 tudo na minha vida vira prosa e poesia,num sonho,em pé,Até no caminho de destino pra mais um dia
Tem até horas em que o tempo voa,eu deito,o galo canta,e capanhia soa
Barulho de grades,barulho de chaves,o vôo das aves,satisfatórias até demais comparado áo barulho das grades
Na cadeira me sento,músicas novas invento,Um novo laço,um novo passo,maneira nova pra tocar
Nada tão meloso,nada tão choroso,nada chamativo,nada exclamativo apenas notas e melodias,cantos e cantorias,lágrimas de alegria
Deito mais uma vez,um sonho escondido atrás de três,em meu olho pesado,arregalo cansado,não querendo me entregar,sabendo que irá me prejudicar,dane-se o mundo lá fora,minha vida é aqui e agora
Até a televisão pra distrair,mas sempre a política interfere tentando me extorquir,sempre arranjando mais uma lei,mas não julgo o que eu não sei,tanto quanto tambem não fico calado,enquanto nosso povo é roubado.
Em tudo dito,tudo escrito,das velhas melodias,o que era lindo vira ironia
Tudo culpa daquela insônia...
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