O onibus rotineiro,businando às caladas,eu levo meu ego as madrugadas,e deixo que o sereno o leve e se deixe levar
O silêncio é distinguido por razão de tamanho,tão imenso que faz até barulho no cantinho do ouvido,e você olha pra o céu,pensando no dia que passou,e ainda pensa se vai finalmente aproveitar o dia,ou vai se deixar levar pelo sono.No meu caso,eu me olho reparando a rua que um dia joguei bola quando menino,pensando se aquele momento viraria uma poesia ou seria apenas mais um.Em casa,aquela varanda,uma noite de sexta-feira,tão jovem e tão sem nexo,loucura é pouca pra quem gosta de ir a outras dimensões,mas depois de mais jornada,um banho frio e o sereno da noite,são ingressos pra partir à outra dimensão,vai pensamento me leva! Aonde as palavras não levam,nem olhos por mais sinceros me levem,me leva pra longe dessa confusão!
Me levo aonde o carro ou avião não tem tração pra subir na dimensão...Hipnotizado talvez?
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